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15 DE ABRIL, 2016
Café e conversa na cozinha da Casa Hermann
POR REGINA GOUVEA
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“A cultura moderna tem ou deveria ter a capacidade de compreender na sua estrutura histórica tanto o valor de uma memória , presença do seu passado, como uma previsão-projeto do seu futuro.” Giulio Carlo Argan. Foto: José Eduardo Angelini Milani
Imagem do castelinho em Carioba. Foto: José Eduardo Angelini Milani
Quem não gosta de um cafezinho e “senta que lá vem história.” Seja a geração que cresceu vendo o Castelo Rá Tim Bum na TV (como a das minhas filhas) ou mesmo a minha, que adorava uma mesa de café ou de bar para falar de música, arte, cultura nos intervalos das aulas no Rio de Janeiro nos anos 70. Ainda há pessoas que se deliciam com esse luxo que é o tempo, um dos maiores desejos da humanidade. Desejamos que ele passe devagar, nos estressamos quando parece que ele voa entre os dedos fugindo do nosso controle. Queremos recuperar o que deixamos passar, sem aproveitor o suficiente, e relembrar antigas histórias do passado.

Há muitas maneiras de se falar do tempo, afinal é ele quem resolve e direciona tudo em nossas vidas. E foi o tema da nossa conversa na cozinha da Casa Hermann Muller em Carioba, o casarão que abrigou uma das famílias responsáveis pela construção de uma página significativa e importante da memória da cidade de Americana. E ficamos intrigados: por que do descaso no nosso país pelo seu passado? O encantamento pela história oral é algo contagiante pois mexe com nossa memoria sensorial de uma forma inexplicável. Contar e ouvir histórias é parte do acervo humano e raras são as pessoas que não se contagiam quando se estabelece um vínculo com o passado e toda a energia que o envolve num determinado lugar.

Ao parar para avaliar a diversidade e imensa bagagem cultural do Brasil ficamos perplexos ao assistir a destruição de tantos tesouros arqueológicos, históricos, naturais e materiais diante do nosso olhar. Será que falta tradição em estudar mais de perto a própria comunidade, desvendar sua trajetória no tempo antes de conhecer a grandeza de um país tão diverso? Falta visão empresarial para perceber a possibilidade turística, cultural e intelectual escondida na criação de polos que envolvam nossa riqueza histórica e cultural? Falta a nossa sociedade o hábito de apropriar-se de responsabilidades quanto ao cenário da própria cidade? Falta competência aos governantes que não cuidam do patrimônio material e imaterial do nosso solo? Precisamos sair dessa roda de indiferença, antes que nos tornemos um lugar sem memória e sem referência.

Todos concordamos com a dificuldade em sensibilizar, mobilizar e levantar recursos para a conservação de lugares históricos e culturais. Concordamos também que uma cidade sem suas antigas construções é como uma pessoa sem memória. O Patrimônio Arquitetônico representa uma produção simbólica e material, carregada de diferentes valores e capaz de expressar as experiências sociais de uma sociedade.
Sou do tempo que ainda se encanta pela tradição oral, se emociona com lugares que fazem parte da história, acha charmoso objetos retrôs, gosta de ver o tempo passar, se apaixona por lembranças do passado e outras Pieguices mais.
Os espaços se impregnam de história. O tempo passa, as paredes falam... E contam de si, de momentos, das promessas e dos sonhos vividos, ou não! Há paisagens de passado em nós. Elas inspiram ao mesmo tempo que revelam...
REGINA GOUVEA
Senta que lá vem história!
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CATEGORIAS: História
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