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07 DE MARÇO, 2016
Impressões de Inhotim
POR REGINA GOUVEA
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Narcissus garden (2009). Obra da artista japonesa Yayoi Kusama.
Encontrar no mesmo lugar arquitetura, arte, natureza e poesia é um privilégio de quem visita Inhotim. O diálogo entre a arte contemporânea e a arquitetura se transforma em música para os ouvidos e poesia visual. É impossível caminhar pela paisagem sem que os sentidos deixem-se encantar por sutilezas em cada canto.

As galerias, criadas para abrigar as obras dos artistas, mostram a relação de interdependência entre arquitetura e arte de maneira clara. A mãe de todas as artes se enche de orgulho ao abrigar o trabalho de cada artífice, e de forma generosa divide com o público o prazer dessa relação. Mimetizar a arquitetura no cenário da natureza faz com que as pessoas sintam-se atraídas a entrar e, lá dentro, descobrir que a arte faz sentido e cumpre funções. Um enorme cenário do qual todos são parte fundamental.

Interagir é a palavra de ordem no lugar. Há obras que nos emocionam, instigam, inspiram e fazem refletir todo o tempo. Caminhar no maior museu a céu aberto e mais importante centro de arte contemporânea do país é uma experiência mágica. Presenciar a arquitetura afinada com a arte e a paisagem é pelo menos inspirador para quem aprecia a relação entre elas.
Num país como o nosso, de tamanha diversidade cultural, um espaço como Inhotim, que abriga artistas de origens tão distintas numa cidade mineira de simplicidade e acolhida é inusitado e, com certeza, parte de um processo criativo em andamento, pensado por seu idealizador.

Um museu orgânico que se transforma assim como a natureza ao seu redor não é um lugar comum. Caminhar por Inhotim é um mergulho até a alma nas impressões e sutilezas que o lugar desvenda e esconde. É um processo de entrega! Uma espécie de bioma de ideias que exige de todos; artistas, arquitetos, mão de obra e visitantes uma coexistência de prazeres. Se caminhar pode ser considerado um exercício de meditação, ao percorrer os caminhos da imensa galeria de arte meditamos ao contemplar a beleza do lugar. Somos conduzidos e surpreendidos o tempo inteiro por diferentes impressões ao percorrer os contornos geográficos do lugar, tal qual os bandeirantes que por aqui passaram no final do século XVII.

Inhotim não deixa de ser um tesouro incrustrado na montanha, escondido pela bruma do amanhecer a espera de quem gosta de desbravar situações. Apesar do tamanho ele acolhe, não causa estranhamento porque envolve e vai levando lentamente por caminhos inusitados e atraentes. Sem perceber o público se deixa seduzir e atrair pelo novo, de forma natural, pois afinal a boa arte é assim, ela abraça e faz pensar.
"Inhotim é um espaço que se transforma, como o céu: você olha para ele, e ele está de um jeito, com uma nuvem de determinado formato. Alguns minutos depois, você olha novamente e a forma já mudou. Quando você menos espera, a nuvem desaparece."
BERNARDO PAZ
Viewing Machine (máquina de visualização). Obra do artista Dinamarquês Olafur Eliasson.
Viewing Machine (máquina de visualização). Obra do artista Dinamarquês Olafur Eliasson.
Galeria Adriana Varejão
CATEGORIAS: Arte
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COMENTÁRIOS (1)
DANI
01 de fevereiro de 2017 em 15:23
Amo o contato com a natureza, é tudo tão lindo!
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